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Região registra aumento na procura por atendimento por sintomas gripais

O aumento de atendimentos por síndromes gripais já é sentido em cidades da RPT (Região do Polo Têxtil), com maior procura por unidades de saúde e crescimento de casos mais graves.

Em Americana, segundo a Secretaria de Saúde, o avanço acompanha o período sazonal das doenças respiratórias e já reflete em internações por SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave). Até a última terça-feira, o município contabilizou 25 casos de SRAG em 2026, sendo três confirmados para Influenza A (H1N1). De acordo com a pasta, também houve aumento na procura por atendimentos em UBSs (Unidades Básicas de Saúde), UPAs e hospital, especialmente nas últimas semanas. O grupo mais afetado é o de idosos.


Em Sumaré, o cenário é semelhante. A Secretaria de Saúde informou crescimento na busca por atendimento por sintomas respiratórios na rede pública. Neste ano, foram registrados 87 casos de síndrome gripal, com três confirmações de Influenza em março, predominando o vírus Influenza A. Apesar da alta recente, o município aponta que, no mesmo período do ano passado, o volume de casos suspeitos foi ainda maior.


Dados nacionais reforçam a tendência. Boletim InfoGripe, da Fiocruz, divulgado no último dia 26, indica que todos os estados apresentam aumento nos casos de SRAG nas últimas seis semanas.


Em 2026, o país já notificou 24.281 ocorrências, sendo que 38,9% tiveram resultado positivo para vírus respiratórios, com destaque para Influenza A, rinovírus e vírus sincicial respiratório (VSR).


ANTECIPAÇÃO


Segundo o infectologista Arnaldo Gouveia Junior, o crescimento dos atendimentos tem ocorrido de forma antecipada neste ano, atingindo tanto adultos quanto crianças. “Esse aumento está associado principalmente à gripe, causada pela Influenza, e em menor proporção ao vírus sincicial respiratório, que afeta principalmente crianças pequenas e idosos”, explica.


Ele ressalta que, embora o vírus da Covid-19 continue circulando, não há aumento expressivo de casos até o momento. Ainda assim, a diferenciação entre as doenças é difícil apenas com avaliação clínica. “Os sintomas são muito semelhantes. Para identificar o vírus, é necessária coleta de secreção nasal”, afirma.

O médico destaca que o tratamento, na maioria dos casos, envolve repouso, hidratação e medicamentos para alívio dos sintomas. Em situações mais graves ou em grupos de risco, pode ser indicado o uso do antiviral oseltamivir, disponível pelo SUS (Sistema Único de Saúde).


Diante do cenário, a principal recomendação é a vacinação contra a gripe, especialmente para os grupos prioritários, como idosos, crianças, gestantes e pessoas com comorbidades. “A imunização é a principal forma de evitar complicações e mortes”, reforça o especialista.

Outras cidades da região apresentam situações distintas. Em Nova Odessa, ainda não houve aumento significativo nos atendimentos, mas a Secretaria de Saúde alerta que a sazonalidade está no início e os casos tendem a crescer. Em Santa Bárbara d’Oeste, também não foi identificado avanço expressivo até agora, com registros pontuais de Influenza A. Já em Hortolândia, o número de atendimentos permanece estável.

Além da vacinação, medidas como higiene das mãos, uso de máscara em caso de sintomas e etiqueta respiratória continuam sendo recomendadas para conter a disseminação dos vírus.


FONTE: LIBERAL


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