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Redes de TV dos EUA suspendem cobertura conjunta da Casa Branca após Trump banir acesso de jornalistas

há 4 minutos
2 min de leitura

Com jornalistas da CNN e da NBC impedidos de entrar na Casa Branca, o esquema de revezamento ficou incompleto. As emissoras decidiram não substituir os profissionais que foram excluídos, o que deverá deixar alguns eventos sem a tradicional cobertura conjunta.


A suspensão acontece em um momento de intensa movimentação na agenda presidencial devido à Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas. Entre os compromissos previstos estão encontros de Trump com autoridades estrangeiras, que podem ser afetados pela ausência do sistema de imagens compartilhadas.

Além disso, a decisão conta inclusive com o apoio da Fox News, emissora que mantém posições próximas ao governo republicano. Bryan Boughton, chefe da rede em Washington, confirmou que o “pool” deixaria de registrar os eventos classificados nessa modalidade.


Veículos recorrem à Justiça contra restrição


A crise teve início na sexta-feira (18/09), quando Trump anunciou que jornalistas da CNN, da MS NOW e do site Politico não teriam mais autorização para acessar a Casa Branca. O presidente justificou a medida acusando os veículos de divulgar informações que considera falsas.

Dois dias depois, no sábado (19/09), profissionais das duas redes de televisão foram impedidas de entrar no prédio presidencial. As credenciais utilizadas pelas jornalistas foram recolhidas por funcionários do governo.

Os veículos atingidos decidiram reagir também pela via judicial. CNN, MS NOW e Politico apresentaram nesta segunda uma ação contra a administração Trump. Na Justiça, pedem que a restrição seja anulada e que os crachás dos jornalistas sejam devolvidos.

A decisão do governo provocou manifestações de organizações e empresas de comunicação. Durante o fim de semana, editoriais publicados por diferentes veículos questionaram a medida e apontaram possíveis impactos sobre o trabalho da imprensa na cobertura presidencial.

Por sua vez, Trump afirmou que não pretende impedir o trabalho jornalístico. Em publicação na plataforma Truth Social, disse que sua administração está combatendo o que classifica como “fake news” e voltou a acusar os veículos atingidos de disseminarem informações falsas. O presidente não apresentou, na ocasião, provas específicas para sustentar as acusações.

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