PGR negocia delação com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master: saiba o que está em jogo
- amgwebradioetv

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A PGR (Procuradoria-Geral da República) iniciou a possibilidade de um acordo de delação premiada com a defesa de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, no âmbito das investigações que apuram suspeitas de interferência em apurações e acesso a informações sigilosas.
De acordo com a UOL, as tratativas, entretanto, ainda são consideradas iniciais. Até o momento, não há uma proposta consolidada sobre quem poderia ser citado em uma eventual delação ou quais informações seriam apresentadas. A prioridade da defesa neste momento é buscar a soltura de Vorcaro no julgamento que será analisado pelo STF.
Defesa nega negociações da delação de Vorcaro com a PGR
Procurado, o advogado Pierpaolo Bottini, que representa o banqueiro, negou que exista qualquer negociação de delação de Vorcaro.
"A posição da defesa é que não há discussão sobre delação neste momento”, afirmou ao UOL.
Na sexta-feira, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal deve iniciar, em plenário virtual, o julgamento que vai decidir se mantém ou não a prisão preventiva de Vorcaro, determinada pelo ministro André Mendonça.
Mesmo que venha a ser apontado como líder de organização criminosa, Vorcaro ainda poderia propor uma colaboração premiada. Nesse caso, porém, os benefícios seriam mais limitados, conforme prevê a legislação, o acordo não impediria, por exemplo, o oferecimento de denúncia pelo Ministério Público.
A prisão preventiva foi determinada por André Mendonça sob o argumento de “risco concreto de interferência nas investigações”. A decisão atendeu a um pedido da Polícia Federal e foi motivada por mensagens encontradas no celular do banqueiro, apreendido durante a primeira fase da operação no ano passado.
Segundo os investigadores, Vorcaro teria obtido documentos sigilosos de investigações que tramitavam no Ministério Público Federal. As mensagens também indicariam pedidos de monitoramento de adversários e menções a possíveis ações violentas.
Esta é a segunda prisão do banqueiro. Ele já havia sido detido em novembro de 2025, quando tentava deixar o país.
O instituto da colaboração premiada, também conhecido como delação premiada, ganhou destaque no país durante a Operação Lava Jato, considerada um marco no uso desse mecanismo para a revelação de esquemas de corrupção e crimes financeiros de grande escala.
Fonte: ND mais.





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