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João Pessoa sedia evento sobre Superdotação e Altas Habilidades neste sábado, aberto a famílias e profissionais

há 5 horas
3 min de leitura

A capital paraibana prepara-se para receber um importante debate sobre neurodiversidade e desenvolvimento ao longo do ciclo de vida. Ocorre neste sábado (12) em João Pessoa, o evento “Vivendo a Superdotação em Contexto – Da infância à vida adulta: potencial,

pertencimento e saúde mental”.

O evento acontece no Auditório de Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), localizado no Centro de Ciências as Saúde (CCS) a partir das 8h45. As inscrições podem ser feitas através da plataforma Sympla.

Idealizado pelo psicólogo, neuropsicólogo, pesquisador e idealizador do projeto Vivendo a Superdotação, Damião Silva, o encontro busca extrapolar o mero diagnóstico inicial, focando no acompanhamento continuado, nas demandas educacionais e no bem-estar psicológico das pessoas com Altas Habilidades/Superdotação (AH/SD).

De acordo com o organizador Damião Silva, em entrevista ao ClickPB, a proposta do encontro nasceu da urgência de criar respostas práticas e articuladas entre a família, a escola e os serviços de saúde mental:

“Nosso objetivo é discutir o que acontece depois que uma pessoa é identificada: quais são suas necessidades educacionais, emocionais e sociais e quais respostas família, escola e sociedade precisam construir. A superdotação não termina na infância nem pode ser compreendida apenas pelo desempenho acadêmico.”

Damião Silva, idealizador do projeto.

A programação multidisciplinar abordará tópicos essenciais como avaliação neuropsicológica, Plano de Desenvolvimento Individualizado (PDI/PEI), Atendimento Educacional Especializado (AEE), suporte socioemocional, pertencimento e garantia de direitos.

Damião Silva enfatiza ainda que “a programação reúne profissionais de diferentes áreas e aborda temas como identificação e avaliação, PEI e Atendimento Educacional Especializado, desenvolvimento socioemocional e saúde mental, inclusão escolar, direitos, pertencimento e desenvolvimento ao longo da vida. Essa diversidade é importante porque a superdotação não termina na infância nem pode ser compreendida apenas pelo desempenho acadêmico.”.

O evento é voltado não apenas para as famílias, mas também para educadores, psicólogos, profissionais da saúde e educação, além de estudantes e demais interessados no assunto. O idealizador do projeto Vivendo a Superdotação, Damião Silva, ressalta que “trazer esse encontro para a Paraíba também tem um significado importante. A superdotação ganhou muita visibilidade nos últimos anos, o que é positivo porque ajuda a romper mitos e faz com que mais pessoas procurem informação e atendimento. Mas popularização precisa vir acompanhada de rigor científico. Hoje também vemos nas redes sociais características muito inespecíficas sendo apresentadas como se fossem sinais suficientes de superdotação, o que pode favorecer identificação equivocada e autodiagnóstico.”

O idealizador faz um alerta para a recente popularização do tema nas redes sociais. Embora a visibilidade ajude a combater velhos estigmas, a disseminação de informações sem respaldo pode levar a equívocos. Damião Silva defende o rigor científico perante o autodiagnóstico e aponta que características inespecíficas vêm sendo tratadas online como sinais suficientes de superdotação, favorecendo rotulagens inadequadas.

Além disso, o psicólogo e pesquisador ainda destaca que a  superdotação não deve ser tratada como privilégio, moda ou mera curiosidade sobre pessoas “diferentes”, mas sim como uma condição que exige intervenções e políticas públicas sérias. “Nosso propósito é justamente contribuir para que o debate avance: mais visibilidade, sim, mas acompanhada de ciência, avaliação responsável, políticas educacionais e intervenções que efetivamente respondam às necessidades dessas pessoas. A superdotação não deve ser tratada como moda, privilégio ou conjunto de curiosidades sobre pessoas ‘diferentes’; estamos falando de uma população que possui necessidades específicas e que precisa ser adequadamente compreendida e atendida”, enfatiza Damião Silva.


Programação Completa:


  • 08h15 – Credenciamento

  • 08h45 – Abertura Oficial

  • 09h às 09h45 – Conferência Magna: Vivendo a Superdotação em Contexto: da infância à vida adulta – potencial, pertencimento e saúde, com Damião Silva

  • 09h45 às 11h- Painel 1 — Da dificuldade à estratégia: soluções práticas para o cotidiano escolar, com Bryan Brinque e Fabiana Cartaxo

  • 11h às 11h15 – Coffee Break

  • 11h15 às 12h – Direitos da Pessoa com Altas Habilidades/Superdotação: da legislação à garantia de uma educação inclusiva, com Denner Pereira

  • 12h às 13h45 – Intervalo

  • 13h45 às 15h10 – Painel 2 — Da inclusão à intervenção: como a escola responde às necessidades do estudante superdotado?, com Jenifer Mendes e Neyse de Carvalho Ribeiro — Mediação: Damião Silva

  • 15h10 às 16h20 – Painel 3 — Para além do desempenho: bem-estar, pertencimento e desenvolvimento, com João Lucas Dias Viana, Priscila Andrade e Damião Silva

  • 16h20 às 16h35 – Coffee Break

  • 16h35 às 17h15 – Conferência de encerramento — O futuro da Superdotação: da identificação ao florescimento do potencial humano, com Damião Silva

  • 17h15 às 17h30 – Encerramento oficial

Fonte: ClickPB

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