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Colapso de mina em Maceió provoca a evacuação de dois hospitais


O afundamento do solo na região da mina 18 da Braskem, em Maceió (AL), provocou a interdição de dois hospitais na capital alagoana em razão do risco de colapso na área, que é apontado como iminente pela Defesa Civil.

Neste sábado (2), a Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas informou que terá de evacuar os 120 pacientes que estão internados no hospital Portugal Ramalho. A instituição de ensino é responsável pelo hospital.

Uma reunião de emergência foi realizada entre a direção do hospital e as autoridades de saúde para tratar da evacuação e para definir para onde serão encaminhados os pacientes.

À CNN, a Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas informou que está enfrentando dificuldades para encontrar um espaço apropriado para a transferência dos pacientes devido à natureza psiquiátrica dos mesmos.

Na quarta-feira (29), a Secretaria Municipal de Saúde de Maceió anunciou a transferência dos pacientes do hospital Sanatório para outras unidades. O número de pessoas não foi informado.

O hospital Sanatório fica localizado no bairro Pinheiro, que fica perto da área que corre risco de colapso.

O bairro é um dos que já sofrem há anos com a interdição de imóveis por conta do risco de desabamento. As interdições provocaram o surgimento de “cidades fantasmas” no local. Veja o antes e depois.

Situação de momento

Neste sábado, o prefeito de Maceió, João Henrique Caldas, o JHC (PL), informou por meio de suas redes sociais que a velocidade do afundamento do solo na região do bairro Mutange diminuiu para 0,7 centímetro por hora.

Na sexta, a Defesa Civil informou que a velocidade estava em 2,6 centímetros por hora. O prefeito JHC havia informado que a terra estava afundando a 5 centímetros por hora.

Na madrugada de hoje, um novo tremor de terra de magnitude 0,89 foi registrado a cerca de 300 metros de profundidade em Maceió, na madrugada deste sábado (2).

O coronel Moisés Melo, coordenador da Defesa Civil de Alagoas, afirmou à CNN neste sábado que “pelo formato e a forma como ela [a mina] está se desenvolvendo, acreditamos que o dano não será tão grande quanto esperávamos”.

“Acreditamos que vai surgir uma cratera. Essa cratera será preenchida pela água da lagoa Mundaú. Não vai ser uma cratera no meio da cidade, não vai gerar terremoto, tsunami, nada disso. Essa cratera será na sua maioria submersa, preenchida de imediato pela água da lagoa.”

O que diz a Braskem

Em nota emitida neste sábado, a Braskem afirma que “a área de risco do mapa definido pela Defesa Civil municipal está 100% desocupada. Os moradores de 23 imóveis que ainda resistiam em permanecer nessa área de risco foram realocados pela Defesa Civil, por determinação judicial”.

“Os dados atuais de monitoramento demonstram que a acomodação do solo segue concentrada na área dessa mina e que essa acomodação poderá se desenvolver de duas maneiras: um cenário é o de acomodação gradual até a estabilização; o segundo é o de uma possível acomodação abrupta. Todos os dados colhidos estão sendo compartilhados em tempo real com as autoridades, com quem a Braskem vem trabalhando em estreita colaboração”, diz a empresa.

“Importante lembrar que a área de resguardo no bairro do Mutange onde fica a mina 18, cuja realocação preventiva foi iniciada pela Braskem em dezembro de 2019, está desocupada, sem nenhuma pessoa residindo na região desde abril de 2020”, acrescenta.

A mineradora diz ainda que a “extração de sal-gema em Maceió foi totalmente encerrada em maio de 2019, e a Braskem vem adotando as medidas para o fechamento definitivo dos poços de sal, conforme plano apresentado às autoridades e aprovado pela Agência Nacional de Mineração (ANM). Esse plano registra 70% de avanço nas ações, e a conclusão dos trabalhos está prevista para meados de 2025”.

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